domingo, 12 de fevereiro de 2012

...muito calor!

Derek acordou nu em sua cama no chalé 317 do Hotel Estância Barra Bonita.
Lembrou-se da noite anterior na maravilhosa companhia da monitora loira Monalisa (relembre você também clicando aqui).
Suspirou pensando que a semana havia apenas começado.
Vestiu-se e saiu para tomar café. Não localizou Monalisa no restaurante, mas quando desceu à piscina ela estava lá animando as crianças e lhe jogou um belo sorriso.
Derek passou a manhã na beira da piscina tomando algumas caipirinhas.
Perto do meio-dia os monitores passaram chamando a todos para a aula de hidroginástica. Derek definitivamente não gostava desse tipo de exercício e agradeceu educadamente aos monitores, mas sequer mexeu-se da cadeira.
Acabou cedendo somente quando Monalisa lhe estendeu a mão e piscou dizendo:
- Vamos! Eu entro na piscina contigo e não deixo você se afogar.
- Agora sim fiquei animado pra essa aula, Mona! – disse Derek rindo.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Traindo sem culpa... Também pode.



   Na semana passada eu falei da traição dentro do BDSM e de como em uma relação como esta não tem espaço para traição, deixando claro que vejo uma imensa diferente entre fidelidade e lealdade e trair é ser desleal.   Entretanto a amiga Sophysticada me chamou a atenção para a necessidade real, irrevogável que a muitas pessoas tem de trair, claro que isto continua não valendo dentro do BDSM que é ao que eu me referia, mas sim dentro da maioria das relações baunilhas.   
   É verdade, quando a gente casa geralmente os pensamentos são puros, o sonho é a vida perfeita e fidelíssima dos contos de fadas que a gente lê na infância e que moldam parte da nossa personalidade de forma irremediável, mas a realidade é outra, a convivência cobra um preço muito alto e nem todos sabem pagar a conta.   Me atrevo a dizer que é praticamente impossível que a pessoa passe uma década casada sem pular uma cerquinha “básica”, principalmente se for homem, podem até dizer que é um pensamento machista, mas a verdade mesmo é que somos e sentimos a vida de forma diferente entre homens e mulheres.  
   Hoje já tem muita gente que conseguiu se libertar dos conceitos preconcebidos de comportamento conjugal, mas continuam sendo a minoria irrelevante diante da massa.   Não que o sujeito não faça as escondidas e ainda se sinta no direito de julgar os outros.
   Na verdade tem muita gente despreparada psicologicamente que vive o aparente conforto da hipocrisia que prega a monogamia como se de fato fossemos capazes disso e não fossemos os primatas polígamos que a natureza fez de nós.   Essas pessoas, ou por serem simplórias ou por serem ordinárias, precisam e muitas vezes merecem serem traídas sem culpa.

   Como a esposa mal amada de um bronco, que apesar de ser bronco, ela tenha lá seus motivos particulares para viver com ele, vai dizer a ele que quer viver um casamento aberto, com direitos iguais e que ela sabe o que ele anda fazendo fora de casa, que só quer viver com a verdade e direitos iguais?  Voce acha que um sujeito assim entenderia?  Ou aquela mulher que outrora era fogosa, mas que ao virar beata por sei lá que motivos, foi esfriando sexualmente, mas quer ver seu cônjuge ali...  A mercê de seus novos conceitos de vida, sexualmente frios e ele totalmente insatisfeito, apesar de ainda nutrir um grande amor por ela?  Eu observo que tem muita gente que de certa forma faz questão de ser traída e os seus pares ainda ficam se sentindo culpados, se forem pessoas de bom coração.    Mas qual o quê?  Esta é uma das razões mais freqüentes que levam a separação de um casal.    Outra razão  muito comum é quando a pessoa sai com alguém, que só estará com ela poucas horas e é claro, vai oferecer a ela sempre o seu melhor, sempre estará arrumada, perfumada, com assuntos novos e empenhada sexualmente.   Aí os tolinhos começam a acreditar que encontrraram o par perfeito e se separam para logo ver que trocou seis por meia dúzia, pois a convivência é uma coisa difícil, tem as contas a pagar, os reparos da casa e todas as dificuldades que a vida a dois impõe, é coisa para gente madura, que sabe ultrapassar as barreiras sem jogar todo peso na conta no outro e sabe fazer limonadas com os limões que a vida oferece. 
 
   Pior de tudo é quando a pessoa percebe que apesar de todas as dificuldades, da separação por causa da "traição" e de tudo que isto acarretou, foi um imbecil, pois agora que aquela paixão tórrida acabou, se dá conta que ainda ama aquela pessoa primeira com quem era casado, mas o orgulho de ambas as partes em perdoar acaba de por a ultima pá de cal na relação que a partir deste ponto poderia ser realmente boa, com lealdade em lugar de fidelidade, sabendo conviver com os defeitos do outro, pois ele faz o mesmo com os nossos.  
   Eu acho que está ficando muito evidente que eu gosto de relações sólidas, duradouras, abertas e maduras.   Caretice?  Ah, o que importa isto se dentro da caretice a gente for feliz?   Agora é uma admiração quando alguém diz que está junto há mais de uma década, como se fosse esperado sempre o fim dos casamentos.  
   Eu acredito que se existe amor, não me refiro a paixão tórrida e passageira, mas amor, daquele tipo que as vezes até parece que não existe mais, mas que volta e meia mostra a sua força sutil, ele deve ser preservado, que o melhor seria fazer isto com direito a ter relações extra conjugais, com ou sem o parceiro casado, mas que seja leal, mas se não dá, se não tem jeito, que seja como for possível, desde que cada um encontre a sua receita particular de ser feliz na família e na cama, consigo mesmo e que faça isto sem culpa, pois todos temos o direito de nos sentir amados, desejados, isto é mais que um direito, é uma necessidade física e psicológica, sem falar que quando começamos a nos apaixonar ou amar outra pessoa, não significa que temos que ter deixado de amar quem já amamos, isso é outra imbecilidade que enfiam na nossa cabeça desde sempre.   Precisamos nos adequar as condições que a vida oferece para viver bem.
Homenagem ao Trio mais fantástico da blogosfera, Loirinha Ksada, Mansinho e Wolvie, que fizeram suas opções sem se importar com o que pensam os outros.  Adoro voces!

   Seja como for a forma que voce vá viver a tua vida, não importa para os outros.

Dorei Fobofílica.


P.S.:  Volto a dizer que isto não vale dentro do BDSM.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Doce tortura (por LadySiri)



Lady chega de carro ao meublé da estrada. Sai do estacionamento revelando suas pernas sob a saia justa. Como em todas as sextas, ela é pontual. Carrega a bolsa de pele e uma bolsa de papel na mão. Ali esconde a surpresa. Passou a semana toda imaginando o cenário e excitando-se quando a fantasia crescia dentro dela. 
Doug a espera no corredor. Sobem ao apartamento. Intrigado, ele olha a bolsa; ao entrar no quarto sua curiosidade tornar-se maior que a discrição e ele pergunta sobre o conteúdo. Ela sorri e lhe pede para que relaxe, que a deixe fazer, que ele vai gostar. Depois, lhe pede que se desnude e deite na grande cama. A intriga já começa a surtir efeito. Doug sente que o ardor cresce dentro de si. Ela faz uma cara de doce perversa e tira alguns lenços de seda da bolsa misteriosa. Senta-se junto dele e se esfrega suavemente pelo peito, pelos braços e desce até a barriga, entretendo-se com uma dança sensual sobre o umbigo. Desce um pouco mais, rodeia o pênis quase em ereção com um lenço e o gira em torno dele. A fricção sobre a pele sensível provoca calafrios e gemidos de prazer em Doug, que se abandona ao jogo. Lady segue o roteiro pré-estabelecido de sua prazerosa tortura: volta a passar o lenço entre os dedos das mãos e logo entre os dedos dos pés de Doug. O prazer aumenta. Os suspiros são profundos. Seu pênis lateja lentamente. Com a mesma lentidão, Lady acaricia os braços de Doug até que os estira para atá-los com o lenço na cabeceira da cama. Primeiro, um pulso, depois o outro; um tornozelo, o outro em seguida. Então, com toda a carga de sensualidade de que é capaz, Lady lhe sussurra que agora o tem à sua mercê, que o vai acariciar e o excitar tanto quanto ela quiser.


 Ele está totalmente subjugado. Lady se afasta da cama para iniciar um fino e sensual strip-tease. Doug está mudo, as palavras não cabem; ele desfruta o que vê. Depois que termina de se despir, Lady desliza as mãos em seu corpo e se acaricia com prazer e deleite. Enfia um dedo na boca e o chupa até enchê-lo de saliva; em seguido, o leva aos seus mamilos, que se eriçam. Doug está à beira do êxtase e desfruta contemplando-a de sua imobilidade. Ela põe mais lenha no fogo; seu dedo segue viagem para baixo e abre passagem entre os lábios da vulva. Os dois desfrutam... Ele não pode se mover nem tocá-la; está tão perto, mas tão inacessível quanto se estivesse longe. Quando a tensão erótica se torna insuportável, ela se aproxima e começa a lamber os dedos dos pés dele, sobe pela panturrilha, segue por dentro das coxas e rodeia as virilhas com a ponta da língua, até que seus lábios se fundem com a cabeça do pênis, já a ponto de estalar.