sexta-feira, 20 de abril de 2012

Meu amigo Alê (por LadySiri)

Era fim de tarde de um sábado ensolarado...a noite prometia ser quente. Eu tinha terminado uma massagem e meu amigo Alê também. Meu celular tocou. Olhei no visor e vi quem me chamava...exitei e não atendi. Alê me olhava atentamente. Aliás, depois do ocorrido daquela massagem com o velinho o Alê sempre me olhava atentamente (quem leu A massagem) sabe do que estou falando, rs. E com um olhar sacana ele me perguntou:
- O que há gata? Por que não atende quem te chama?
Eu, com olhar meio perdido pelos prédios daquela paisagem urbana respondi sorrindo...
- Ai Alê¹ O que eu faço? É o psicólogo de 1.95 m que conheci outro dia pela internet...bonitão, bom papo, bem sucedido, mas não tem aquela química sabe...ele quer sair hoje...mas também marquei com meu ex-marido, e com o gatinho lindo apaixonado mas...não sei...
Alê abriu um largo sorriso, e seus olhos brilharam quando disse:
-Sai comigo gata! Vamos curtir a noite hoje...nós dois.
Suas palavras e seu olhar penetraram no meu âmago como uma espada brilhante...não pude recusar. Demorei alguns segundos para responder...
-Ás 9:00 então.
-Perfeito!
E lá estava eu, de vestidinho preto despojado, sandálias de salto alto e cabelos soltos ao vento, um bocadinho além do horário marcado entrando no carro do colega. Fomos para o Madame Satã. Ele sabia que eu gostava de rock. E que amava dançar.
Chegando lá, enquanto ele pedia um drink para nós, já me pus no clima e, ao som de A-ha, balançava meu corpo provocantemente. Alê tinha o estranho poder em me deixar permitir ser livre, leve e solta...era delicioso estar ao seu lado. Eu o sentia como meu AMIGÃO mesmo. Apesar de que após "A massagem do velinho", sentíamos algo a mais do que o normal entre dois amogos um pelo outro, rs.
Com os drinks na mão, decemos para a pista "underground" e começamos a dançar embalados pelo som e clima malucos do local. Dançamos separados mas inevitavelmente acabávamos "coladinhos" e quando eu me percebia naquele clima, imediatamente me afastava e começava a dançar sozinha, longe dele. Provocando-o.  O que atraia também, outros machos de plantão. Quando um homem mais atrevido se aproximou demonstrando mais ousadia, eu corri para o Alê que me protejeu prontamente...e aí, ele se sentiu meio que meu dono. Mas eu não dava mole. Afinal, ele era meu amigo, meu colega de trabalho, meu confidente. Subimos para trocar de ares. E entre um gole de vodka e outro eu comentei como o pessoal do trabalho comentava que devíamos ficar juntos. Que eramos lindos, desempedidos, e cheios de coisas em comum...mas que eu sempre dizia que éramos apenas bons amigos e bla bla bla...então ele me interrompeu com um beijo na boca! Beijo atrevido, longo, sensual e muuuuito quente...Invadindo minhas barreiras, destruindo minhas defesas,
me deixando indefesa...Ele me olhou nos olhos e disse: 

-Eu sabia! Eu sabia que você tinha esse beijo, esse gosto maravilhoso, delicioso!
Meu coração dava saltos dentro do peito denunciando minhas emoções. Pedi licença e fui ao banheiro me recompor. Lá dentro da casinha eu falava comigo mesmo, em voz alta:
-Meu Deus, o que estou fazendo? Ele é meu amigo. Meu colega de trabalho! O que eu faço???
Quando saí, as garotas do banheiro que ouviram meus pensamentos me aconselharam que se eu gostava dele, se tinha atração, que me entregasse. Se não que o apresentasse a elas, rs.
Saí do banheiro decidida. subi as escadas rumo a minha felicidade e que se danasse o que os outros iriam pensar. Quando cheguei lá em cima, encontrei o Alê rodeado por garotas lhe fazendo a corte. Mas quando ele me viu, deu um passo a frente abrindo um sorriso radiante e me beijou ardentemente. Era definitivamente, um príncipe! Decidimos ficar sozinhos e fomos embora. A caminho da casa dele, ele parou o carro numa ruazinha erma, me beijou com volúpia, me olhou nos olhos e disse: Me chupa cachorra!
-Ahn??!!
-Vem gata...-abrindo o fecheclaire- Vem mamar no pau do seu macho...
-Que é isso Alê?! Tá maluco???
-To! Maluco por você...e faz tempo! Eu sei que você gosta. Vem mamar na pica vem minha putinha...eu sei que você adora!
Aquilo desmoronou todas as minhas defesas, quando vi aquele pau saltando das calças e pulsando de tesão, fiquei louca! Caí de boca toda luxuriosa, cheia de desejos...sentindo minha bucetinha intumescer e se encharcar. O Alê também sentiu, pois imediatamente enfiou os dedos, puxando minha calcinha de lado e mergulhando os dedos hábeis na minha xoxota encharcada, toda inchada e latejante. E rebolei naquelas mãos até gozar gostoso enquanto o chupava com vontade...Então ele ligou o carro e seguimos pra casa dele. 
Já chegamos nos beijando e nos agarrando como...loucos, desvairados. Fomos arrancando toda a roupa no caminho do quarto...arrancando os cabelos, suspiros e gemidos...palavras desconexas, tapas, mordidas, olhares fulminantes, bocas sedentas...ele me jogou na parede, na cama, no chão...e nos comemos feito dois animais no cio noite a dentro. 
Já era dia quando abri os olhos, meio desnorteada, sem entender muito bem aonde estava, quando aporta se abriu, e vi contra a luz da janela, um Deus grego, moreno, de pele cheirosa, vestindo uma boxer branca, emoldurando um corpo perfeito, se movendo em minha direção com um belo sorriso no rosto e carregando uma bandeja farta de guloseimas para o café da manhã, proferindo uma voz melodiosa que me dizia: 

-Bom dia gata!
"Jéééééésus! fui pro inferno e acordei no paraíso?!" Pensei...
E o Alê me proporcionou muitas idas ao paraiso por muito tempo! 
Graaande amigo o Alê...





quinta-feira, 19 de abril de 2012

Uma - Duas




Há algum tempo havia uma que tinha vontades escondidas.
Uma se transformou em duas e suas vontades afloraram.
De duas, uma novamente.
A mesma sempre, única.

Uma que é duas mas não deixa de ser uma.
Duas de vidas diferentes, com uma - duas mentes.
O mesmo corpo, agora diferente.
A mesma alma, cada vez mais surpreendente.

Pouco lhe importa se ela é uma ou duas aos olhos de quem a vê
Essa dualidade na alma faz com que uma exploda
E se mostre sempre mais forte que a outra.

Uma com mais desejos
Duas com mais vida
Uma-duas loucamente perdida.
Uma-duas infinitamente rendida ao desejo de viver!


*** Peço desculpas à tripulação e aos passageiros pela falta de textos inéditos... A vida da Borbs está beeem atribulada. Assim que voltar ao "quase normal" - espero que em breve - farei a criatividade funcionar novamente.
Beijos borboléticos a todos! 



quarta-feira, 18 de abril de 2012

In_Constante

ERA UMA VEZ,...


Era uma vez
num mundo muito, muito distante
uma linda princesinha
que, em vigilia constante
aguardava sua fadinha
para da torre escapar.

Tal qual a bela princesa;
Vivemos em nossas correntes.
A coitadinha, indefesa
parece com tanta gente.

Apenas olham a estrada,
e nem percebem que em si,
estão os degraus da escada,
mapa, bússola e coragem
para seguir na caminhada.
















REALIDADES

O branco do papel ofusca-me a vista,
perdido em divagações
vejo-me longe;
vejo-me perto.
Me vejo grande e pequeno:
Alegre e triste;
Saudoso e saudável.

Pensamentos dispersos
brotam poros afora.
O antes, o depois e o agora
fundem-se na subjetividade insana e,
na insanidade espreitada,
me vejo acuado.
Entre o papel que se oferece
e a realidade que bate.
(toc, toc, toc,...)
À quem caberão os louros?

BREVE RELATO
Foi no banheiro,
meio selvagem
Suor e saliva,
desejo e tristeza.
Tesão e saudade,...
Tão intensa
esta última vez!
Você estava linda
desarrumada, despenteada
sem frescuras,
feito tela de Picasso.
Vinte anos se foram!
Mas na minha mente
ainda sinto teu cheiro,...
ouço teus sussurros e, em meus
sonhos ainda estás aki,...
Comigo!























PEDIDO DE MULHER

Passa a mão por entre as minhas coxas,
abre minhas pernas,
sente o cheiro do meu sexo,
sorva-me, chupa-me!
Com decisão,
sem permissão.
Daí puxa meu cabelo,
e dá-me uma bela palmada.

Depois me invada com gosto! 
Como se o mundo inteiro
fosse acabar daqui a três minutos!
E isso fosse a única coisa que
te resta fazer na vida!

UM CONTO A MAIS

— Puxa, foi tão rápido.
— Tanta correria, prestações, conta de luz, água. O sono perdido por causa dos problemas ainda não resolvidos.
— Tinha os desencontros da casa, os desentendimentos, a propaganda enganosa que foi esta união, sem eira nem beira. A dor da perda, feito ferida que não cicatriza nunca.
— Mas eu tinha projetos, claro que não os tem? Se bem que projeto é o nome que se dá ao sonho que gostaríamos pudesse virar realidade. Um deles era a loja, pra parar de correr pra cima e pra baixo, matando um leão por dia.
— Alegrias? Claro, elas existiram. Minha baixinha. O meu menino que virou homem num piscar de olhos e hoje segue seu próprio caminho. A lembrança dos que fazem falta, os que passaram e marcaram e até os que marcaram sem nem ao menos passar.
— Mas me admira ser assim, imaginava-me velho, meio perdido feito o guri que nunca deixei de ser, olhando pro nada e imaginando tudo, fazendo trocadilhos com as palavras, sonhando com a musa que insiste em não surgir. Não imagino a fila do SUS, isto não.
Agora, neste momento de reflexão que inerte me ocorre, feito um filme, vendo o passado passando assim, na minha frente, lembrei do Epitáfio: Devia ter,... tanta coisa. Fico pensando. O que vem depois?
— Sim, já que este momento nada mais é do que a triste orelha de um livro que, por engano da gráfica, colocaram no fim e não no início, como de costume. Mas o que vem depois, deste momento de reflexão?
— Céu? Inferno? Purgatório? Nada? Enfim, o que virá?
Não gostaria que fosse apenas um conto a mais, repleto de mágoas, de momentos felizes, as dúvidas de sempre, sobre como teria sido se tivesse agido diferente aqui ou ali. Se naquele dia não tivesse saído, ou se saísse antes.
— Puxa, foi tão rápido!