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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Waking up the Devil (Acordando o Diabo)

Algumas mulheres parecem não ter muito senso de perigo.... ou será que o tem de maneira tão aguçada que os riscos são sempre cirurgicamente calculados??? Deixo a resposta a vc, leitor(a)....



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Quase meia-noite... eu já na segunda dose... vodka... congelante... on the rocks para manter a temperatura... o pub está cheio, mas não intransitável... ainda...

Vc surge do nada. Como um anjo desfila por entre as mesas, suavemente... desliza em minha direção... aproxima-se calmamente, maliciosamente, um sorriso sedutor nos lábios...



"Eu sei quem vc é" - ela diz com os lábios colados ao meu ouvido... eu apenas abro um sorriso... ela disse a frase mágica... agora que se cuide...

'Mocinha, se você quer companhia hoje à noite, se precisa de um pouco de amor, eu posso te dar isso. Mas tenha cuidado com o que deseja, pois se estou na direção, garota, vai ser um inferno de um passeio'

E vc sorri novamente, um sorriso largo, sincero, resplandecente... mas no fundo é um sorriso sacana, pois sabe que me inflamou por dentro, sabe que foi a faísca para que o lado negro tomasse conta do meu ser...

'Vc despertou o Diabo
Que agora se agita dentro de mim
Eu sentia falta dele
Quando ele surge, viramos um inferno de um time
Eu sei que quando saio
Ele tranca e joga a chave longe
Mas com as mãos dele na direção e meus pés no pedal
Despertando o Diabo'

E eu, tomado pelo desejo, parto pra cima de vc. Imprenso-a contra a parede. Beijo-a. Sugo-lhe todo o ar. Minhas mãos percorrem seu corpo, perfeito. Elas param nos lugares certos, passeiam e provocam. Provocam e mudam de rumo. Provocam apenas o suficiente. Mas sempre provocam.

E te viro de costas, rosto colado à parede. A bundinha está nitidamente empinada, ainda mais que o natural, ajudada pelo salto altíssimo. Vc dá aquela reboladinha fatal... desesperadamente levanto seu vestido quase justo... hummmm... nada por baixo... apenas a visão do paraíso.... e, protegido pela semi-escuridão, eu me agacho e beijo sua bunda, mordisco, mordo, chupo.... e a língua busca o caminho certeiro.... e vc ajuda, abre um pouco mais as pernas até que a língua acerta o ponto... agora vc dança suavemente, e geme silenciosamente...

E a língua caminha um pouco mais para o outro ponto desejado... o ponto molhado, escorrendo um mel delicioso... que desce diretamente para a boca já desesperada, faminta, afoita... enquanto isso as mãos apertam a bunda, ajudando a abri-la ainda mais... e agora a brincadeira é de um ponto ao outro, e de volta ao primeiro... tesão!!!

Eu me levanto ao mesmo tempo que termino de tirar seu vestido... hummmm... nada por baixo embaixo... nada por baixo em cima... eu a viro de frente... seus mamilos rijos parecem implorar atenção... e são atendidos pela minha boca, que os suga generosamente, pacientemente... mordisca-os discretamente... e deixa-os para que nossos lábios se encontrem... pela primeira vez... mas como se fosse a milésima... tão poderoso, intenso e cúmplice é o beijo... um beijo que dispara toda da eletricidade acumulada... e a corrente percorre nossos corpos, sendo transferida de um a outro, sendo absorvida por ambos...

E já no auge do desespero vc abaixa minhas calças, me coloca sentado numa cadeira e vem por cima... vem de mansinho, ajeitando a posição... e se encaixa num impulso suicida... até o talo... e inicia uma dança com sua xaninha molhada engolfando meu caralho a latejar... sobe e desce.. rebola... faz caras e bocas... sorri para a plateia que começa a se aglomerar em volta... a semi escuridão ainda nos protege... a pergunta é se queremos ser protegidos...

Vc aumenta o ritmo... geme... mais alto... me morde, me arranha, me dá tapas, me beija, me alucina... mas o jogo ainda é meu, e meu é o comando...

Eu me levanto de um salto... com vc ainda presa a mim... não nos desvencilhamos quando te coloco na quina do sofá... posição perfeita... agora é minha vez de acelerar o ritmo... indo e vindo... rasgando... machucando... eu te beijo, mordo, chupo, sugo... arranco suspiros, gemidos e gritos... arranco palavras desesperadas, profanas, sacanas... palavras de amor mundano... e o ritmo se intensifica... e chega ao auge... e vc chega ao clímax... e eu aproveito pra te fazer olhar diretamente no meu olho quando está gozando... eu tiro toda minha energia dessa ligação carnal, mais do que pessoal...


E não deixo vc se refazer... quero mais... quero de quatro... quero um cuzinho... então te viro sem muita cerimônia, te coloco em pé, inclinada pra frente se apoiando no sofá... posição perfeita... vc concorda e abre as pernas, dá um tapa na própria bundinha, passa o dedo na xaninha, colhe o mel e lambuza o cuzinho com ele... dá uma olhadinha pra trás, em minha direção... lambe os beiços... provoca: "vai demorar, Cabeça de Abóbora?"....

Eu não demoro... já em estado de alucinação eu meto... meto... enfio... arregaço... soco... injeto... até onde é possível... até onde é impossível... acabou a brincadeira... agora a festa é só pra quem aguenta... e vc aguenta... muito... tudo... dentro... até o talo...

Sua cara de putinha deve estar linda e fazendo sucesso pq um marmanjo resolve se aproximar, já passando a mão no pau por cima da calça... vem pelo outro lado do sofá... quando chega perto começa a desabotoar a calça... põe o caralho pra fora, quase ao alcance da sua boca... vc faz menção de pegá-lo... mas aí o indivíduo olha pra mim, como que para pedir aprovação...

Aprovação negada!!!

'Eu não vim aqui procurando por uma briga
Mas se vc vai latir cara, é bom vc morder
Eu não tenho sido louco, realmente há algum tempo
Mas vc está prestes a precisar de um bom amigo hoje à noite'

Ele percebe meu olhar de fúria... recua... o demônio em mim não precisa falar nada... ele é possessivo.... esta noite ela é somente minha... unicamente minha... outro dia qualquer eu até posso dividi-la com um, dois, vários... mas não hoje à noite...

A intromissão não atrapalhou aquele anal delicioso, muito pelo contrário, só fez com que a fúria agora presente em mim fosse transferida para a trepada... hora daquela putinha ganhar uma palmadas por não ter se comportado adequadamente... kkkkkkkkkk.... mas eu não bato muito forte, somente o suficiente para ela delirar e pedir mais e mais... pedir mais vara, mais forte, mais fundo... e é atendida... sempre... os movimentos são meus, mas o comando é dela... sempre....


E o gozo vem, me consumindo por dentro, gritando e berrando... e ela vem junto... desesperada... gemendo e urrando... e quando acaba ela ainda consegue se virar pra mim... salivando... e me beija, me morde... me abraça, crava as unhas nas minhas costas... e continua a me beijar... um beijo alucinado, apaixonado, molhado... um beijo pra nunca mais ser esquecido...

Vc desaparece no nada... uma demônia que sabe exatamente o significado do desejo, da volúpia, da sensualidade... uma diabinha cujas regras são escritas a cada instante, no calor de cada momento íntimo...

E o meu diabo interno fica satisfeito... e quando passa o efeito do torpor de sua presença, vejo-me despido, suado, marcado, mordido, ligeiramente ensanguentando... em frente a uma plateia com os resquícios finais de interesse...

Volto pra minha terceira dose... vodka... congelante... on the rocks para manter a temperatura... exausto e, obviamente, extasiado.

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http://letras.terra.com.br/hinder/1783438/traducao.html

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Créditos imagens: http://eroticamenteincorreto.tumblr.com/archive
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Quebrando amarras (Por Loirinha)

Hoje resolvi contar como um simples ato de abrir um blog transformou a minha vida. Poderia falar sobre a "nossa" vida, mas vou abordar os pontos mais importantes quanto a minha pessoa - a Loirinha Ksada.

Em janeiro de 2011, minha rotina se dividia entre o trabalho (trabalhando junto com M), o relacionamento com Wolvie (ex marido), que era mantido "escondido" de todos os que frequentavam a nossa casa, que pensavam que se tratava de nosso sócio no trabalho, e família... meu filho e meus irmãos(ãs), assim como meus pais que sempre foram muito presentes em nossa casa, o que acabava nos trazendo uma adrenalina enorme por estarmos sempre em estado de alerta (imaginem sermos interrompidos em uma transa a 3).

Enfim, abri meu blog com a inconsciente vontade de "contar' o que vivia. O que realmente não imaginava é que, em tão pouco tempo, já estaria tão envolvida com amizades que surgiram na blogosfera e muito menos a quantidade de visitas que o blog teria... até que entre os seguidores descobri uma pessoa do nosso convívio familiar.... Naquela época ainda dava vazão ao meu exibicionismo postando fotos minhas (sem o rosto), e uma incômoda sensação de ser "descoberta" começou a fazer parte dos meus dias. Imaginava que não seria muito raro que o tal seguidor (conhecido) mostrasse o blog ao meu filho, e que certamente ele poderia identificar "quem era " a Loirinha por alguns detalhes específicos. Alguns contos que já escrevi (Não quero ser virgem, principalmente) têm toda uma riqueza de detalhes que meu filho já conhecia muito bem (aquela história em particular foi contada por mim mesma a ele).

Iniciaram-se então uma série de questionamentos dentro de mim, clamando por uma atitude. Era a hora de escolher entre fechar o blog, e deixar trancado tudo o que sentia (sinto) e era (sou), ou revelar a verdade a todos. Em qualquer uma das escolhas, eu sairia perdendo. Então optei em contar tudo a todos.... A primeira pessoa a saber foi minha mãe, que obviamente se surpreendeu, mas não me recriminou em momento algum, apenas reforçou o que eu já sabia... que eu iria desencadear uma tsunami na família. O passo seguinte foi contar à pessoa que em todos os sentidos seria a mais difícil: meu filho! Eu o chamei para uma conversa, e pedi a Mansinho para que nos deixasse sozinhos. Comecei falando sobre a forma de vida e de pensar de casais liberais, e ele já de cara demonstrou seu preconceito com o assunto (eu já havia tentado tocar no assunto outras vezes com ele, aproveitando algum programa de tv, e já sabia o que ele pensava), mas respirando fundo disse a ele que fazia parte deste grupo de pessoas, e que entre vários parceiros que já havia tido, conheci um homem e me apaixonei por ele, e que estávamos vivenciando uma relação a 3, acima de tudo com amor. Ele em estado de choque, e aos berros deixou bem claro o quanto estava indignado, e como não conseguia entender que seu padrasto (Mansinho), "aceitava" uma coisa dessas. Mas foi quando eu contei sobre o blog que via sair de seus olhos lágrimas de ódio! E vendo o meu blog aberto ele "exigiu" que eu o fechasse, dizendo "não admitir" saber que algum de seus amigos "batesse uma" vendo e lendo a mãe dele ". Sentindo uma enorme dor no coração (quem é mãe sabe que dor eu estou falando...), por saber que EU estava proporcionando aquela revolta e decepção nele, sabia que era a hora de ENCARAR MINHA ESCOLHA, e disse que não fecharia o blog! Alguns minutos ainda de nossa maior briga até então, e ele saiu porta afora chorando e dizendo que "não tinha mais mãe"!

O chão se abriu sobre meus pés, mas eu queria concluir ainda naquele dia a difícil tarefa de contar aos demais. E assim fiz... com minhas irmãs(ãos) foi ainda muito pior do que com meu filho. Ouvi palavras que não consigo e nem quero repetir, até graves ameaças.... Para todos eles Mansinho era (e ainda é) um doente, e eu compactuava a doença dele, mas assim que perceberam que eu não mudaria "tais atitudes"... acabei por ser "excluida" do "seio familiar", exceto por meus pais, a dupla mais fantástica que já conheci, as pessoas que me ensinaram (principalmente neste episódio) o que significa AMOR E RESPEITO.

Este dia foi o dia mais dolorido de minha vida. Perceber que pessoas que foram criadas com as mesmas "bases" que eu, e que até então me "amavam" e me admiravam, terem me machucado tanto.... Eu realmente não poderia supor tamanha radicalidade por parte deles. E resolvi fechar o blog, até conseguir "controlar" as ameaças que fizeram. Mas sabendo que não poderia ceder, apenas tentar me fortalecer, mas ao passar dos dias todo aquele peso se manifestou em meu corpo... e adoeci. Meu sistema imunológico foi ao chão, e foi diagnosticado o lúpus. Sempre tive muito problemas com alergias, principalmente a medicamentos, o que dificultou ainda mais minha recuperação. Mas talvez por ter ficado tão ruim como fiquei, em uma das minhas internações meu filho foi me visitar e aceitou me escutar e, entre lágrimas, pedi apenas que ele me perdoasse, não por ser a pessoa que sou, mas por não ter conseguido fazer dele um homem sem preconceitos. E naquela cena "trágica" (e meu estado era crítico mesmo - havia chegado a quase 36 kgs), ele me pediu apenas uma coisa: "Apenas tire as suas fotos do blog, ame um, dois, três.. quantos quiser... só não "apareça"... deixe o assunto somente entre nós". Eu ainda disse que não tiraria minha foto de perfil (do post um metro e meio de safadeza). Mesmo entendendo "seu pedido", eu sentia que não poderia ceder "totalmente", imaginando que assim daria margem para outras "exigências posteriores"...

Fui me recuperando aos poucos, reabri meu blog após 28 dias, retirei uma página chamada "Diário da Loirinha" por minha própria vontade. E fui me adaptando à nova rotina. Excluída ainda do convívio deles, contando apenas com meus pais, com Mansinho (meu melhor amigo acima de tudo em todas horas), e com Wolvie. Nós 3 arcávamos com as consequências da MINHA ESCOLHA. Percebia a cada dia como a vida se encarregava de nos fazer aprender a conviver com a nova realidade. E em 3 meses eu já estava recuperada fisicamente (quase por completo), e vendo novos caminhos a minha frente.

E nessa época (há menos de seis meses atrás), exatamente no momento em que Wolvie estava de viagem marcada, conheci o Sr E. Porém sei que mesmo que W não estivesse de partida, SEI que as coisas não teriam tomado outro rumo. O Espantalho apareceu no momento em que uma nova mulher surgia. Ainda machucada, com cicatrizes recentes, mas com uma força de encarar o NOVO dentro dela que não existia antes. E esta força foi o que não me conteve em me entregar àquela paixão que aumentava a cada dia entre nós. Tudo aconteceu muito rápido, nos "permitimos" experimentar o que estávamos sentindo, mas com um enorme diferencial: "De cara limpa", sem ter que viver me escondendo, e logo que o conheci todos os familiares e amigos já souberam (afinal ainda são leitores assíduos de meu blog), que eu estava com "outro marido". Souberam também que estou grávida, e que isto não foi motivo para deixar de viver este novo amor. Hoje... as coisas estão mais ou menos assim.... falo com meu filho apenas quando o encontro casualmente na casa de minha mãe, ainda não recuperamos plenamente nossa relação, sei que ainda não chegou o tempo dele, e entendo e respeito. Não falo com meus irmãos, e acho que isso demorará muito para acontecer, mas pelo menos já aprenderam, mesmo à distância, que não abro mão que respeitem MINHAS ESCOLHAS. Aceitar? Não é preciso...

Hoje falo, para quem me perguntar, sobre o que vivo e como vivo sem ter que esconder nada de ninguém. A partir de um momento traumático, dolorido, tenso, acabei por me libertar das minhas amarras.

E queria deixar muito claro aqui que sei que a história de cada um é diferente... as experiências são extremamente pessoais... cada um sabe muito bem onde o calo aperta e até onde pode ir... somos todos adultos e não estou pregando uma atitude específica, apenas relatando algo que foi fundamental na minha vida... e a mensagem que tento transmitir é que mesmo que não tenhamos escolhido determinado caminho, que eventualmente um obstáculo aparentemente intransponível surja a nossa frente... consigo dizer hoje que SEMPRE há uma luz no fim do túnel, mesmo que não saibamos disso no momento da nossa tomada de decisão.

Enfim, sinto que fui "forçada" a uma decisão... e com ela veio a minha libertação... E se me perguntarem se faria algo diferente...? Com tudo o que passei... direi sem dúvida alguma: FARIA TUDO NOVAMENTE!!!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

MEU MARIDO QUER SER CORNO???

Quando me fiz esta pergunta pela primeira vez, desencadeou uma avalanche de perguntas e com elas vieram inseguranças, dúvidas, preconceitos... e eu que me julgava uma mulher até então “liberal” percebi e sofri ao perceber o quanto minha cabecinha ainda tinha resquícios de uma criação conservadora...
Casei-me com Mansinho após 3 meses de namoro, apaixonada, com a certeza de ter encontrado minha alma gêmea... Ele, assim como eu, gostava muito de sexo, e “putaria” fazia parte de nosso dia-a-dia. Ele já me demonstrava sinais que eu... não percebia....
Nós dois, desde o início, assistíamos muitos filmes pornôs, e eu quase nunca conseguia chegar ao fim de um filme antes de ter gozado, e ele (um autêntico voyeur) conseguia assistir o filme todo, para depois vir saciar seu desejo me comendo na maioria das vezes já “gozada”. Apimentávamos nossa relação com fantasias, e um brinquedinho que se tornou o 3º elemento na cama... Por muitas vezes, após assistirmos um filme onde a safada dava para mais de um cara, ele dizia para mim, que queria me ver assim... E eu, até então levando “apenas” na fantasia... embarcava... e gozava...  Até que um dia ele foi mais enfático e me perguntou: “Quando você vai arrumar um macho para eu ver ele te fodendo?” Pela primeira vez senti “um tranco” e aquela pergunta me trouxe um desconforto desconhecido....  E foi aí que a avalanche veio sem que eu estivesse preparada..... Meu marido (a quem eu jurei fidelidade) quer ser corno? Ele não tem ciúmes de mim? Será que ele é gay? Só pode ser... Ele quer mesmo é um homem na cama.... Um homem querer ver a mulher na cama com outra seria mais “normal”, e eu já tinha tido outras experiências com mulheres. E se ele for bi? E se ele quiser mais o homem do que eu? ..... E mais uma seqüência de indagações que eu não conseguia pronunciar a ele, com um medo imenso das respostas serem sim....
Fui guardando as dúvidas, e elas só foram crescendo à medida que o desejo dele em me ver com outro também... Chegou uma hora onde uma decisão tinha que ser tomada, e uma DR (discussão da relação) na cama seria inevitável... Criei coragem, e soltei todos os meus “fantasmas”...
Ele tentava me fazer entender que era um voyeur, e que muitos homens têm essa fantasia. Eu não havia ainda me convencido... E navegando na internet que fui assimilando isso aos poucos. Numa noite, ele sugeriu entrarmos em uma sala de bate papo de sexo para “brincarmos” um pouco.. E escolheu então meu primeiro nick: CABRITINHA.... Achei divertido, e então a “brincadeira “ foi muito gostosa... Ele sentado ao meu lado, e eu tc com vários homens e me excitando, excitando, e ele ali passando a mão em minha xana... E a CABRITINHA gozou muito na primeira noite e seu BODE também...
Passados alguns dias tc com o mesmo nick, ele sugeriu que eu entrasse com um novo nick: CABRITINHA E SEU BODE... (os chifres já gritavammmmm... para sair.. rsrs). Desta primeira vez, eu já dizia para os homens que tc comigo que meu BODE estava ali comigo, me vendo tc com eles, e de pau duro chupava minha xana enquanto eu me excitava com os outros... Quando dei por mim... eu já esperava chegar a noite para a CABRITINHA chegar.... Mas passados alguns meses só ali naquela brincadeira, fui ouvindo muitos homens (eram singles e eu não imaginava que eles existiam e que eram tantos...) que contavam  suas experiências com casais... E já começava a sentir que já não era mais uma cabritinha... eu me sentia a casada que também podia ter outros... Assim nasceu a Loirinha ksada, uma mulher que agora ainda sente que tudo isso é uma grande loucura, mas ainda assim estava (e continua) louca para sentar em outra pica... A “conveniência” de PODER ter outros machos se tornou maior que as paranóias, que ainda estão lá num cantinho da minha cabeça, mas “convenientemente” bem guardadas. E outra decisão importante foi tomada: “tenho que descobrir experimentando”... E em nosso primeiro ménage masculino (que relatei no meu post 
), havia uma insegurança muito maior que o tesão que eu demonstrava, o tesão foi imenso... mas as neuras ainda eram maiores... 
Para desfrutar desta nova vida liberal, tive que me soltar de amarras que nem eu imaginava ter. E elas não se quebraram tão facilmente quanto possam parecer. Não nos damos conta do quanto "padrões de pensamentos” impostos por frases que ouvimos sempre durante nossa criação podem estar ali, enraizadas, escondidas. E até fazer esta nova reprogramação mental, nos sentimos divididas entre duas pessoas... E somente quando assumi de vez que “aquilo” NOS fazia bem, e que os riscos estariam ali, sendo eu “liberal” ou não, foi que comecei a curtir de vez ser a até então “Mulher de corno”. O termo que para tantos é uma ofensa, assim como para algumas mulheres ser chamada de safada ou vadia, para nós é ... “elogio”, ou um termo carinhoso, que define o que gostamos de ser.
Durante muitos anos vivenciamos experiências deliciosas, até que então... Me apaixonei por outro homem... Foi aí que realmente senti o quanto Mansinho é um corno diferente.... Nesta descoberta, seu amor por mim se mostra maior do que eu mesma poderia acreditar. Nunca escondi que jamais saberia dividi-lo (fora do sexo) com outra. E aquilo, que antes era apenas um risco, se tornou um fato que tivemos que aprender a lidar. E descobrimos o quão nosso amor era forte, para ser “dividido”.
Hoje estamos vivenciando uma segunda relação a 3, mais madura... não passamos pelo “choque” da primeira vez em constatar que AMO outro homem... Tudo foi mais rápido e fácil, e o destino (para quem acredita nele... rs) me trouxe de presente o Sr. Espantalho... 
Este homem que já conhecia muito de minha história (meu "manual de instruções" listado no blog... rs), e que já em nosso primeiro encontro veio a nítida constatação que a química e cumplicidade pré estabelecida antes virtualmente se fez presente e aumenta a cada dia.
Ah... rs e falando ainda na “temática cornística”... não posso deixar de dizer (mais uma vez... rs) que Mansinho, assim como vários cornos que conhecemos, come sua safada todos os dias (ou quase todos ...rs), a não ser quando o deixo de castigo... rs Ser mulher de corno, para mim, é ser mulher de um cara bem resolvido, seguro, que infla o ego da esposa quando quer mostrar para outro macho o quão gostosa e safada ela é.... E nisso tudo, me julgo uma mulher de muita sorte e feliz... Amando e vivenciando os prazeres de dois homens ao mesmo tempo.....


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Veneno e o Trio

O que é ser um trio no mundo liberal??? Não há, obviamente, uma única resposta. Mas daremos, a partir de agora, o nosso depoimento sobre o assunto... rsrsrs...essa é a história da Loirinha, Mansinho e Sr. Espantalho... um trio de bem com a vida... que se curte... que se ama... uma Loirinha safada, bissexual, casada com Mansinho há mais de uma década... e tendo o Sr. Espantalho como segundo marido há poucos meses... ambos héteros, mas que adoram fazer um belo sanduíche de Loirinha.... essa é a segunda "reencarnação" do trio... o primeiro curtiu bastante, se desfez, mas ficou na memória... o trio atual é o presente e o futuro... as novas aventuras (assim como as antigas) estão no blog http://loirinhaksada.blogspot.com/... e a partir de agora estarão também aqui no Diário de Bordo... então nós os convidamos a compartilhar conosco os momentos memoráveis pelos quais passamos e iremos vivenciar... carpe diem!!!

Então, nada melhor do que começar uma jornada embalada por uma ótima trilha sonora... e se essa trilha sonora ainda vem acompanhada por uma letra cujo significado tem tudo a ver com o Trio??? Então... vamos ao que interessa... rsrs

Eis que temos uma Loirinha Safada... de uma lado, é uma "Domme" para o "Sub" Mansinho... mas, por outro lado, ela é a "Sub" do Sr. Espantalho... simples assim... ou nem tanto... afinal, como migrar de um extremo ao outro??? Ou ainda mais intrigante: como estar em ambos os extremos simultaneamente quando os três estão juntos??? Só que no fundo, não há mistério nenhum... quando o trio está junto a química é perfeita... não há espaço para a simplicidade... toques, beijos, mordidas, tapas, sons, gritos, gemidos... êxtase... enfim... tudo ao mesmo tempo agora... a complexidade domina a união tripla... e dessa união emerge toda gama de desejos, vontades e realizações... simples assim...

E essa complexidade pode ser sintetizada na música escolhida para esta introdução ao Diário de Bordo, por onde iremos navegar sem destino, mas curtindo cada momento em que estivermos juntos, nós e vcs, caros leitores e leitoras, caros amigos e amigas... não estamos preocupados em saber até aonde iremos nem como chegaremos lá... porém, ambicionamos o sublime prazer de cada descoberta que sempre estará gravada em nossas mentes e nossos corações.

E que venha Alice Cooper para nos inspirar e nos guiar neste primeiro momento... que venha todo o veneno represado e se espalhe ao nosso redor... e que as ondas nos brindem com uma ferocidade pela vida que se traduza em textos intensos, complexos, sedutores, ameaçadores... venenosos.

E que abram passagem para o TRIO. E se uma única frase puder sintetizar esse momento, que seja: “I wanna hurt you just to hear you screaming my name” (“Eu quero te machucar só para ouvir você gritando meu nome”).






Poison
Your cruel device
your blood like ice
one look could kill
my pain, your thrill

I wanna love you, but I better not touch (don't touch)
I wanna hold you, but my senses tell me to stop
I wanna kiss you, but I want it too much (too much)
I wanna taste you but your lips are venomous poison.
You're poison running through my veins,
You're poison...
I don't wanna break these chains.

Your mouth so hot
your web, I'm caught
your skin, so wet
black lace, on sweat

I hear you calling and it's needles and pins (and pins)
I wanna hurt you just to hear you screaming my name
Don't wanna touch you, but you're under my skin (deep in)
I wanna kiss you but your lips are venomous poison.
You're poison running through my veins,
You're Poison...
I don't wanna break these chains.
Poison....
Veneno
Seu mecanismo cruel
Seu sangue como gelo
Um olhar poderia matar
Minha dor, sua excitação

Eu quero te amar, porém é melhor eu não tocar (não toque)
Eu quero te abraçar, porém meus sentidos me dizem para parar
Eu quero te beijar, porém eu quero isso demais (demais)
Eu quero te provar, porém seus lábios são venenosos
Você é veneno correndo pelas minhas veias,
Você é veneno...
Eu não quero quebrar essa corrente

Sua boca tão quente
Sua teia, sou fisgado
Sua pele, tão molhada
Laço negro, no suor

Eu ouço você chamando e isto são agulhas e alfinetes (e alfinetes)
Eu quero te machucar só para ouvir você gritando meu nome
Não quero te tocar, mas você está sob minha pele (no fundo)
Eu quero te beijar, porém seus lábios são venenosos
Você é veneno correndo pelas minhas veias
Você é veneno
Eu não quero quebrar essa corrente
Veneno...