sábado, 14 de janeiro de 2012

A dor pode ser uma deliciosa surpresa!


   Claro, dor é dor e em princípio não há prazer nenhum nisto, não estou me referindo a nenhum extremo, nada que deixe marcas, mas a dor faz parte de nossa vida desde o primeiro instante em que saímos da proteção uterina, talvez até antes.   Sei que a primeira reação a ideia da dor é de repúdio, ninguém fica cheio de tesão ao sentar na cadeira do dentista, mas vamos olhar a dor de outro ângulo.   Imagine aqueles tapinhas no rosto ou na bunda...   Um, dois...  Uns arranhões nas costas, nada de arrancar uma tira de couro do parceiro, tá?  É só para deixar a pele sensível.  Isso mesmo, sensível! 

  Tem muita gente que curte e nem sabe por que, é simples, a nossa pele é nosso maior órgão, é um imenso conjunto de neuroreceptores e neurotransmissores, ao ter a pele estimulada ela reage espalhando calor em ondas, a primeira sensação é ruim mesmo, mas as primeiras relações sexuais, principalmente anais também são, mas passado a primeira sensação essa sensação se transforma e vira um forte estímulo erógeno.   A mulher geralmente é mais sensível a este estímulo que o homem, mas existem exceções nos dois lados, contudo, de forma geral o homem sente prazer em provocar isto, dá a ele a sensação de domínio, de ter posse integral daquele corpo que ele deseja, ao menos naqueles momentos e isto é um forte apelo sexual; já a mulher sente exatamente o oposto, se sente posse e para ela costuma ser igualmente prazeroso, isto falando do aspecto psicológico.

    Então, se deixarmos o preconceito contra a dor estabelecido na época de Freud, podemos nos surpreender com a história e descobrir que a humanidade já fazia uso da dor para ter prazer desde sempre e de diversas formas, nem sempre ligada a sexo, como exemplo os flagelos e auto flagelo de algumas religiões em que em seguida o sujeito entra em transe.  
   Tudo que é feito com consentimento e bom senso é válido para ter prazer, porque no final o que vale mesmo é ser feliz e ser feliz com prazer sexual é, eu diria, ‘artigo’ de primeira necessidade.


   Nós hoje costumamos reclamar que nossos ancestrais são caretas, mas no fundo agimos com os mesmos tabus, condenamos antes de entender, de experimentar, como alguém que deixa de provar uma iguaria culinária porque o aspecto não lhe agradou aos olhos e deixa as vezes de conhecer algo como um strogonoff ou um borsch, que são simples de fazer e saborosos se bem feitos, embora o aspecto dso pratos não seja muito inspirador para quem nunca provou.
   Sei que algumas imagens de spank (expressão usada no BDSM para falar do ato de bater/apanhar, mas que significa mesmo ‘tapinha’), podem ser chocantes, com hematomas, coisa de quem gosta de extremos, o que não é o meu caso, mas outras podem ser excitantes se passearmos o olhar pensando que aquilo está dando prazer, apesar de ser antagônico.   Então, se você ainda não experimentou isto sentindo ou provocando dores leves, pode estar perdendo a chance de descobrir novos prazeres.   Entretanto não esqueça, se for experimentar, seja de comum acordo, teste levemente e saiba que as primeiras vezes podem não dar resultado, mas ao fazer isto deixe os preconceitos e tabus do lado de fora da porta, não se importe com o que os outros vão pensar, os outros não precisam saber, afinal, não é da conta deles.
   Se for experimentar, boa sorte e muito prazer!!!


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P.S.: Por razões particulares estou ausente, mas em 10 ou 15 dias devo voltar a blogar, então peço que meus amigos aqui do Diário de Bordo perdoem a ausência e deixo beijo para todos.

8 comentários:

Satyro disse...

Sou muito sensivel à dor daí que o BDSM, para mim, esteja fora de questão. Mas gostaria de experimentar, obviamente.

Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ Dorei Fobofílica Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ disse...

Satyro, o BDSM não tem que ter dor, pode ser só Dominação e submissão, sem sadismo nem masoquismo. ;o)

JUAN disse...

Gostei de passar por aqui!Bjs

LadySiri disse...

Dorei querida, seu post me fez lembrar, que quando eu era criança, adorava mergulhar o dedo na cera derretida de velas só para velo secar e endurecer...a dorzinha era gostosa...faço isso a´te hoje, rss...será uma tendência?

Aguardamos ansiosamente seu retorno.

Beijos

Sophysticada disse...

Amei!

Eroticamente (In) Correto disse...

A dor e o prazer, duas sensações completamente diferentes e tão interligadas. É, eu realmente me pego reanalisando as coisas ao te ler. Gosto disso!



Beijo do IN_

EU SOU NEGUINHA disse...

Eu como masoka assumida...adoro sentir a dor percorrendo a pele..é algo pra mim deliciosamente insano...
Como sempre...show..
Beijos em todos
{Nega}_(V)

aldrey disse...

E bem complicado esse lance de sentir dor,pq eu odeio sentir dor mas adoro uma puxada de cabeço,uma boa pegada kkkkk forte entende?bjs querida adorei o post